sexta-feira, 18 de maio de 2012

VOCÊ TEM UM MENTOR?


Um dia eu estava no Shopping encontrei a mulher de um amigo meu com seu filho vestido de batmam. Copiar heróis é um aprendizado poderoso. Um mentor deverá ser para nós o que os heróis são para as crianças. Alguém que se observar e quer imitar. O papel do herói é muito mais do que inspira-lo. Eles fazem com que as situações pareçam fáceis. Ao fazer parecem fáceis nos convencem a querer ser como eles. “Se eles conseguiram, eu também posso”.


A necessidade de ter um herói, um mentor é fundamental para o sucesso. Poucas pessoas têm tempo para adquirir por meio de pesquisas e leitura todas as informações e técnicas necessárias. Por essa razão, os mentores em mais de uma área são certamente úteis.

Tive o privilégio de ter a quem recorrer em duas áreas que considero importante, nos negócios e no lado espiritual. Ligo para os meus mentores nessas especialidades e faço-lhes perguntas. Pelos menos uma vez por semana converso com alguém sobre áreas da vida nas quais tenho profundo interesse. Sugiro que você forme redes com pessoas que mereçam respeito e confiança, pessoas que possam orienta-los nos caminhos da vida. Por exemplo, a pessoa para a qual você trabalha pode fornecer informações de valor inestimável sobre como alcançar o nível de sucesso que ela alcançou. Tudo o que você tem de fazer é buscar essas informações, ouvir com atenção e aplica-las a sua própria vida.

Mais importante do que ter um mentor é ser um mentor. Lembre-se que em algum aspecto da vida você sabe mais de um assunto do que outra pessoa. É uma lei do universo se você dá conhecimento, você irá receber conhecimento. Existe uma pesquisa que diz, que você aprende:

- 95% do que ensina,
- 25% do que lê,
- 05% do que ouve.

Cada vez que você ensina, essa repetição permite observar pequenas diferenças, que nos proporcionam aperfeiçoamento.

Conseqüentemente as pessoas que ensinam progridem, tornam-se aptas a promoções e aumentos de salário e desfrutam uma melhor reputação dentro da empresa. A gratidão que as pessoas sentem por seus mentores estabelece uma ligação muito forte, criando um espírito muito grande de equipe. Aqui se encaixa o ditado: “Você realmente pode ter tudo o quer na vida se ajudar suficientemente os outros a terem o que desejam”.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

DICAS PARA FAZER UMA APRESENTAÇÃO COMO STEVE JOBS


Steve Jobs se tornou reconhecido por trazer inovação à vida das pessoas, com a criação da Apple e de produtos como o computador Macintosh e os mais modernos iPod, iPhone e iPad. Uma de suas qualidades era a capacidade de fazer apresentações memoráveis. Com base nas dicas de Jim Confalone, da empresa de design de apresentações ProPoint Graphics, publicadas no site da revista Entrepreneur, aprenda a tornar a sua apresentação mais atraente e prender a atenção do público.
1. Descubra o ponto crucial da sua apresentação e deixe-o claro
Steve Jobs sabia que a mente humana não consegue processar uma quantidade enorme de informações em um único evento. Qualquer dado que não está transmitindo uma mensagem específica pode enfraquecer o impacto da apresentação. Portanto, use somente os elementos visuais que derem sustentação ao seu argumento.
2. Saiba por que as pessoas querem ouvi-lo
Sua plateia veio ouvir o que você tem a dizer por alguma razão. É importante descobrir qual o motivo que trouxe as pessoas até sua apresentação, pois você pode focar em aspectos diferentes e fazer com que os espectadores sejam mais receptivos ao que você diz. O mesmo discurso pode ter impactos diferentes quando direcionado a acionistas, engenheiros ou vendedores.
3. Mantenha sua audiência focada em você, não na sua apresentação
Ninguém vai a uma palestra para olhar slides – a plateia está lá para ver e ouvir o apresentador. Mantenha o foco em você. Uma dica para atrair a atenção dos espectadores, e algo que Jobs fazia frequentemente, é inserir um slide em branco no meio da sua apresentação, o que faz com que todos olhem para você.
4. Estabeleça uma conexão pessoal com seus espectadores
Embora o objetivo de Jobs em seus eventos fosse o de vender tecnologia, ele sempre tentou criar uma espécie de ligação emocional com seus espectadores. Assim, conseguia mostrar as inovações criadas pela Apple a uma plateia mais simpática e receptiva.
5. Domine o conteúdo de sua apresentação
Você deve fazer o possível para saber de todos os assuntos que serão abordados. Jobs se preparava meticulosamente para cada uma de suas palestras, planejando todos os acontecimentos. Outras pessoas preferem ser espontâneas e fazer improvisações. No entanto, independentemente do estilo, conhecer todos os pontos de um discurso permite que o palestrante fale com calma e clareza, o que é primordial em uma apresentação bem-sucedida.

sábado, 12 de maio de 2012

sexta-feira, 6 de abril de 2012

A INCRÍVEL ARTE DE MODELAR PESSOAS PARA REALIZAR METAS


Modelar pessoas é uma técnica que tem como objetivo fazer com que consigamos realizar nossas metas utilizando as mesmas estratégias que outros usaram para conseguir algo semelhante.
Se você lesse os mesmos livros, tivesse as mesmas ideias, agisse da mesma forma, pensasse de maneira igual a Eike Batista, você seria tão rico quanto ele? Talvez não, mas com certeza seria muito (muito) mais rico do que é agora.
O fato é que o sucesso deixa pistas. Todas as pessoas que conseguem um grande êxito na vida acabam falando sobre como chegaram lá. Tudo o que você tem a fazer é: escolher um modelo, copiar suas estratégias, adaptar à sua realidade e ver o que funciona e o que não funciona.

Passo 1: Escolher um modelo

Para escolher um modelo, você precisa antes definir a sua Meta Smart. Uma vez que você sabe o que quer, precisa encontrar uma pessoa que tenha chegado lá.
O ideal é que seja uma pessoa que viva uma realidade mais ou menos próxima da sua. Isso varia muito de acordo com a meta escolhida, mas existem casos em que não vale a pena escolher um modelo que vive em um país ou uma cultura muito diferente, ou que tenha vivido em uma época distante.
Os modelos também não precisam ser únicos. Se você tem metas como perder peso e abrir uma empresa, pode modelar uma pessoa que tenha conseguido entrar em forma e outra que tenha fundado uma companhia de sucesso.
Uma dica final na escolha do modelo: é preciso que seja alguém que tenha deixado pistas. Alguém que conquistou algo que você quer mas não escreveu uma linha, não deu uma entrevista, não deixou ser observado, é muito difícil de modelar. Como você vai usar a mesma estratégia se não sabe qual estratégia foi utilizada?

Passo 2: Copie suas estratégias

Demi Moore disse que consegue manter o seu corpão mantendo uma dieta vegetariana quase toda com alimentos naturais e não modificados, além de praticar exercícios físicos diariamente. Se você seguir a mesma dieta, fizer os mesmos exercícios, tiver o mesmo descanso, como acha que o seu próprio corpo será daqui a um ano?
Apesar de o termo “copiar os outros” parecer algo menor, você não precisa reinventar a roda para atingir a maioria das suas metas. Na verdade, quase ninguém faz isso. O que a maioria das pessoas faz é ver o que já foi feito, testado e aprovado e aplicar em si próprio da maneira como os outros fizeram.
Você acha mesmo que vai deixar de “ser você mesmo” ao fazer isso? Se fosse assim, poucos de nós seríamos “nós mesmos”, pois quase tudo o que fazemos na vida é usar estratégias que outros usaram antes (desde escovar os dentes até financiar a casa própria).
A pergunta é: se estamos mesmo usando o tempo todos estratégias de outras pessoas, por que não usar táticas de pessoas de sucesso em vez de focar no que a média das pessoas faz apenas para levar uma vida mais ou menos?

Passo 3: Adapte à sua realidade

Não é por acaso que o termo é “modelar” e não “imitar”. Seja qual for o modelo de pessoa que você escolher, algumas adaptações serão necessárias. O lugar ou época em que a pessoa viveu pode ser diferente, as condições econômicas, a idade…
Ficando no exemplo da Demi Moore. E se, na dieta dela, ela gostar de consumir muitas framboesas. Se você mora no interior do Piauí, será que vai conseguir com facilidade framboesas frescas e orgânicas? É provável que não. Então terá que substituir por algo mais próximo, como uvas por exemplo.
O importante é manter o mesmo mindset do modelo de pessoa que você escolheu e se perguntar: dentro dessa estratégia que ela usa, o que é realmente essencial? Isso você não poderá mudar. Trocar as framboesas por bacon com certeza furaria a ideia de se alimentar com vegetais naturais.

Último passo: Veja o que está funcionando

Você precisa dar tempo para conferir se a estratégia do seu modelo está funcionando na sua vida. Não espere que tudo vá mudar de uma hora para a outra, mas, se depois de um bom tempo fazendo as mesmas coisas que o seu modelo faz, você ainda não estiver obtendo os mesmos resultados, talvez seja a hora de mudar alguma coisa.
Às vezes um pequeno item que você altere pode gerar uma grande diferença nos resultados. Um avião que sai de Lisboa rumo ao Brasil, com a diferença de apenas um grau no começo da rota, pode parar no Rio Grande do Norte ou no Rio Grande do Sul.
Se algo não está funcionando, mude a estratégia e tente novamente. Se não funcionar de novo, mude outra vez e siga em frente. Até quando você vai fazer isso? Até conseguir o que quer! Essa é a chamada Fórmula Mágica do Sucesso que Anthony Robbins tanto fala em seus livros.
É muito provável que o seu modelo de pessoa errou também algumas vezes antes de conseguir o que queria. Você apenas tem que copiar o mais importante: não desistir.




domingo, 1 de abril de 2012

ARROGÂNCIA - DOENÇA NA TRAJETÓRIA PROFISSIONAL


A arrogância, caracterizada pela ausência de humildade, é uma das principais causas da “falência” de profissionais de sucesso, destrói relacionamentos e contamina o trabalho em equipe nas organizações. Eliminar esta “doença” implica adotar um processo estruturado e consciente de mudança pessoal.

A arrogância tem destruído muitos relacionamentos, amizades, negócios, casamentos e impossibilitado muitos profissionais de terem êxito em suas carreiras. Esta mazela vem sendo espalhada em meio à humanidade desde o início do mundo, quando olhamos na história, vemos que ao longo das épocas vários lideres e pessoas tiveram seus nomes marcados pela forma arrogante de proceder. A bíblia, sobretudo o velho testamento, relata várias passagens que demonstram essa característica do humano.

Mas afinal o que é arrogância?
Arrogância é o conjunto de pensamentos e atitudes que caracterizam a falta de humildade. É comum conotar às pessoas que apresentam essa características algumas posturas, como não desejar ouvir os demais, não se permitir aprender algo novo e se sentir superior em relação ao seu próximo. São sinônimos de arrogância: o orgulho excessivo, a soberba, a altivez, o excesso de vaidade.
Arrogar vem do latim arrogare que significa tomar como próprio, apropriar-se, tomar como seu, atribuir a si.
Contrariando o que muitos acreditam a arrogância não acomete somente pessoas de maior poder aquisitivo (ricos) ou dotados de grande inteligência (conhecimento), ela pode acometer pessoas de qualquer classe econômica ou so­cial, pode ser encontrada entre ricos e pobres, pessoas cultas e ignorantes, homens e mulheres em qualquer faixa etária ou etnia.
Perfil do arrogante
É muito fácil identificar as características da arrogância. Será apresentada a seguir uma pequena lista das principais atitudes e comportamentos apresentados por pessoas consideradas arrogantes.
  • Tem sempre uma desculpa para o seu insucesso;
  • Tenta enganar os companheiros para "sair por cima";
  • Nunca reconhece o erro, sempre tenta por culpa em alguém;
  • Causa intriga na equipe e tem sempre uma teoria de conspiração;
  • Acha que sabe tudo;
  • Acha-se melhor que todos na equipe;
  • Gosta de "passar por cima" de todos;
  • Gosta de aparecer, necessidade de esta na frente;
  • Entra em conflito com facilidade, é antipatizado por muitos;
  • É movido pelo reconhecimento, tendo necessidade de receber elogios o tempo todo;
  • Tem a solução para todos os problemas (dos outros, é claro), porque os dele estão todos "resolvidos";
  • No fundo é inseguro, mas não gosta de demostrar.
"A arrogância é uma característica que, durante algum tempo, pode ser confundida com determinação. Com o passar do tempo, transforma-se em algo demasiado abrasivo para ser tolerado." (João Cândido da Silva)
Vírus da arrogância
O vírus da arrogância tem um poder tão grande sobre os profissionais que chega provocar "cegueira e surdez". A "cegueira" de não querer ver que ele é um ser humano falível e limitado como outro qualquer e a "surdez" de não querer escutar o que os outros dizem, por achar que já sabe tudo, ou ainda, por julgar ser superior à pessoa que esta falando. Sabendo destes sintomas, é fácil concluir que muitos desastres empresariais, ineficácia na gestão e a destruição de profissionais com trajetórias de sucesso, realmente ocorreram porque a arrogância impediu o profissional de aprender, de ouvir, de interagir e consequentemente de se modificar e evoluir.
Existe remédio para esta doença?
Existe sim, mas não é só um comprimido, trata-se de um verdadeiro coquetel, e o tempo de tratamento é longo. Estamos falando aqui da implementação de um processo estruturado e consciente que envolve mudanças de atitudes e comportamentos para adquirir uma nova competência, a HUMILDADE. Toda mudança é difícil, pois nos tira da zona de conforto (comportamento habitual) e nos faz abrir para novas perspectivas. Isso geralmente traz muito medo para quem esta embarcando neste novo viés.
Perspectiva da mudança: Arrogância X Humildade
Segundo Paulo Gaudêncio, psiquiatra organizacional, a mudança é um procedimento neurológico e, para enfrentar o medo, temos que cortar a ponte com o passado. No caso da arrogância, é essencial aprendermos a detectar a sua presença e a lidar com ela.
Na parábola do trigo e do joio (Mateus 13:24-30), um homem plantou sementes no seu campo mas o inimigo plantou joio no mesmo campo. Uma vez que o trigo e o joio começaram a crescer juntos, os servos sugeriram que arrancassem o joio. O dono da casa não os deixou tirar o joio. Ele deixou o joio crescer junto com o trigo até a colheita, quando o trigo foi recolhido e o joio foi queimado.
O mesmo vale para a arrogância (joio), pois ela tem no sentido inverso a humildade (trigo). Sendo assim, a melhor maneira de reconhecer a arrogância é compreendendo a natureza da verdadei­ra humildade. Ao nos familiarizarmos com suas características, podemos identificar a sua ausência instantaneamente, o que significa dizer que estão sendo praticados atos e pensamentos arrogantes. Após essa identificação, o próximo passo é trabalhar conscientemente para reverter o comportamento inadequado.
Outro propulsor de mudança é o feedback, que é o processo de fornecer dados a uma pessoa ou grupo ajudando-o a melhorar seu desempenho no sentido de atingir seus objetivos e metas com base na veracidade observada ou vivenciada. Neste contexto, solicitar feedback sobre seu desempenho e comportamento para pessoas que você admira e confia é uma atitude de coragem, porém isso por si só, não provoca mudança. O que realmente impulsiona mudança é receber o feedback por uma perspectiva positiva, processar e daí por diante, mover ações no sentido de reverter as oportunidades de melhorias apontadas. Primariamente, tudo o que for feito, investido e plantado, exigirá um esforço adicional, mas o resultado virá, com certeza virá no médio e longo prazo.
Esse é o coquetel armado para combater a arrogância em nossas vidas, e é necessário tomá-lo com frequência. O ciclo de reconhecer, mudar e aferir o resultado inicia agora, após ler este texto você já tem informação, colocá-la em prática ou ignorá-la só depende de você.
"Muitos são orgulhosos por causa daquilo que sabem; face ao que não sabem, são arrogantes". (Johann Goethe).


sábado, 31 de março de 2012

COMO SER UM GRANDE CHEFE - -POR JACK WELCH

Um capítulo de Paixão por Vencer, Jack Welch dita as 8 regras da boa liderança.
Um dia, você se torna um líder. Numa segunda-feira, está rindo e conversando com os colegas sobre a vida e o trabalho, e fofocando sobre quão estúpida pode ser a chefia. E na terça-feira você é a administração. Você é o chefe. De repente, tudo parece diferente porque é diferente. A liderança requer comportamentos e atitudes diferentes — para muitos, tudo é novidade na nova função. Antes de se tornar um líder, o sucesso diz respeito exclusivamente ao seu
crescimento pessoal.
Quando você vira um, o sucesso passa a depender do crescimento dos outros.
Há, sem dúvida, muitas maneiras de ser líder. Basta olhar para a desenvoltura e espontaneidade de Herb Kelleher, que pilotou a Southwest Airlines por 30 anos, e para Bill Gates, o discreto inovador da Microsoft, para se dar conta de como pode ser variado o espectro de líderes. Na política, compare Churchill e Gandhi. No futebol,
Garrincha e Pelé. Cada um deles forneceria uma lista de “regras”. Eu tenho oito. Elas não me pareciam regras quando eu as usava. Pareciam apenas a maneira certa de liderar. Ao longo dos últimos três anos, em minhas conversas com estudantes, executivos e empreendedores, surgiam invariavelmente questões a respeito de liderança: “O que realmente faz um líder?”, “Acabei de ser promovido e nunca liderei nada antes. Como posso ser um bom líder?” Perguntas como essas me forçaram a refletir sobre minhas experiências de liderança por mais de 40 anos. Comandei equipes com três pessoas e divisões com 30 000. Administrei negócios
que estavam morrendo e outros que cresciam explosivamente. Houve aquisições, desinvestimentos, crises organizacionais, momentos de sorte inesperada, boas e más fases da economia. Ainda assim, algumas maneiras de liderar sempre pareceram funcionar. Elas se transformaram em minhas oito “regras”.
Antes, uma palavra sobre paradoxos. A liderança está repleta de paradoxos.
O pai de todos os paradoxos é o que se refere ao curto prazo — longo prazo. É uma questão que sempre me colocam. “Como eu posso gerenciar os resultados trimestrais e ainda fazer o que é correto para meu negócio daqui a cinco anos?” Minha resposta é: “Bem-vindo ao trabalho”. Esse é o lado divertido de liderar — cada dia é um desafio. A única saída é dar o melhor de si mesmo. Veja como:
1 – Líderes são incansáveis no aperfeiçoamento da equipe
Depois que o Red Sox, time de beisebol de Boston, finalmente quebrou 86 anos de jejum e ganhou a World Series no ano passado, não se podia ligar a televisão ou abrir um jornal sem ver, ouvir ou ler especulações sobre as razões do feito. O Red Sox tinha os melhores jogadores. Todos eram sensacionais e estavam unidos por um espírito de vitória tão palpável que era possível senti-lo no ar. Em qualquer campeonato, existem momentos de sorte e de azar, mas o fato é que a equipe com os melhores jogadores geralmente vence. E esse é o motivo
por que, sem muita complicação, você precisa investir quase todo seu tempo e energia como líder em três atividades.
Você precisa avaliar — certificando-se de que as pessoas certas estão nas funções certas, apoiando e promovendo as que estão bem colocadas e afastando as que não estão.
Você precisa treinar — orientando, criticando e ajudando cada um a melhorar seu desempenho sob todos os aspectos.
Finalmente, é preciso construir a autoconfiança — promovendo encorajamento, cuidados e reconhecimento em sua equipe. A autoconfiança energiza, dando ao pessoal a coragem para ousar, para assumir riscos e para superar os próprios sonhos. É o combustível das
equipes vencedoras.
Com freqüência, os executivos acham que o desenvolvimento de pessoas ocorre uma vez por ano, nas avaliações de desempenho. Estão muito longe da verdade.
O desenvolvimento da equipe deve ser uma tarefa diária, integrada em todos os aspectos do cotidiano. Tome como exemplo as revisões do orçamento. Elas são a ocasião perfeita para se concentrar nas pessoas.
Nessas horas, é preciso falar sobre a empresa e seus resultados, mas ao revisar o orçamento você realmente pode ver a dinâmica da equipe em ação. Se todos em torno da mesa ficarem sentados em silêncio, congelados, enquanto o líder da equipe faz sua pregação, é necessário
concentrar-se com urgência no treinamento do pessoal. Se todos participarem da apresentação e toda a equipe demonstrar interesse, essa é uma excelente oportunidade para oferecer o feedback imediato de que você está gostando desse tipo de atitude. Se a equipe tiver uma
verdadeira estrela ou um paspalho consumado entre seus membros, troque suas impressões com o líder o mais cedo possível.
Não há evento em qualquer dia que não possa ser usado para o desenvolvimento de pessoas. As visitas dos clientes são uma chance para avaliar a força de vendas. Os passeios pela fábrica são
oportunidade para conhecer novos gerentes de linha promissores e ver se eles têm capacidade para dirigir algo maior. O intervalo para o café durante uma reunião é um bom momento para treinar um membro da equipe na véspera de fazer sua primeira apresentação importante.
Aproveite todas as oportunidades para estimular a autoconfiança em quem merece. Abuse dos elogios. Quanto mais específicos eles forem, melhor.
2 – Líderes fazem com que todos vivenciem a visão
Líderes devem projetar a visão da equipe e fazer com que ela ganhe vida. Como obter isso? Primeiro, nada de jargão. As metas não podem ser nebulosas a ponto de parecer inatingíveis. É necessário falar sobre a visão constantemente para todos. Um problema recorrente nas
empresas é que os líderes comunicam a visão a seus colegas mais próximos, mas ela nunca chega ao pessoal da linha de frente. Lembre-se de todas as vezes que você topou com um funcionário grosseiro ou apressado numa loja de departamentos ou ficou esperando ser atendido
pelo call center de uma empresa que promete veloci dade e conveniência. Por algum motivo, essas pessoas não ouviram a missão, talvez porque ela não tenha sido gritada para eles com freqüência suficiente. Ou talvez porque o sistema de recompensas não fosse o ideal. Se você deseja que as pessoas vivam e respirem a visão, “mostre-lhes o dinheiro” quando fazem isso, na forma de salário, bônus ou qualquer forma de reconhecimento significativo.
3 – Líderes emitem energia positiva e otimismo
Um executivo vibrante, com atitudes positivas, de alguma forma acaba liderando uma equipe ou uma empresa repleta de pessoas vibrantes, com atitudes positivas. Já o pessimista crônico, sempre de mau humor e de cara fechada, acaba rodeado por uma tribo de infelizes. Tribos
infelizes têm muita dificuldade para vencer.
O trabalho às vezes é pesado. Mas sua missão como líder é combater o impulso do negativismo. Isso não se confunde com adoçar os desafios de sua equipe. Significa exibir uma atitude energizante e corajosa diante
das dificuldades.
4 – Líderes conquistam confiança com transparência
Seus subordinados precisam sempre estar cientes do desempenho deles.
Precisam saber como vão os negócios. Por vezes, as notícias não são boas — como no caso da iminência de demissões em massa — e qualquer pessoa normal não gosta de passar essas informações. Mas é preciso frear o impulso de atenuar mensagens duras ou o líder sofrerá as
conseqüências com a perda de energia e de confiança por parte da equipe.
Os líderes também conquistam a confiança reconhecendo o devido mérito.
Jamais tapeiam seu pessoal, apropriando-se de uma idéia alheia. Não adulam os de cima e chutam os de baixo, pois são suficientemente autoconfiantes e maduros para saber que o sucesso da equipe lhes dará reconhecimento, mais cedo do que se supõe. Em tempos difíceis, os líderes assumem responsabilidade pelo que dá errado. Nos bons tempos, repassam generosamente os elogios.
Ao se tornar líder, você às vezes sente o impulso de dizer: “Veja o
que eu fiz!” Quando a equipe supera as expectativas, é normal querer
algum crédito para si próprio. Afinal, você dirige o espetáculo. Seu
pessoal escuta cada uma de suas palavras (ou finge que escuta) e ri de
todas as suas piadas (ou finge que ri). Tudo isso sobe à cabeça. Você
pode começar a se sentir muito grande. Não deixe que isso aconteça.
Lembre-se: ao se tornar líder, você não recebe uma coroa, apenas passa
a ter a responsabilidade de conseguir o máximo dos outros. Por isso,
seu pessoal precisa confiar em você. E confiará, desde que você
demonstre franqueza, reconheça os méritos e mantenha os pés no chão.
5 – Líderes ousam tomar decisões impopulares
Há ocasiões em que é preciso tomar decisões difíceis — demitir
pessoas, reduzir os recursos de um projeto ou fechar uma fábrica.
Obviamente, essas medidas provocam queixas e resistência. Sua tarefa é
ouvir e explicar-se com clareza, mas ir adiante. Você não é um líder
para ganhar um concurso de popularidade — você é líder para liderar.
Não se candidate ao cargo. Você já foi eleito.
Muitas vezes, certas decisões são difíceis não por ser impopulares,
mas por se basearem no instinto e desafiarem argumentos “técnicos”. É
o que se chama de intuição, mas é apenas o reconhecimento de um padrão
de comportamento.
Você já viu algumas coisas tantas vezes que simplesmente sabe o que
vai acontecer. Os fatos talvez estejam incompletos e os dados podem
ser limitados, mas a situação aparenta ser muito familiar para você.
Por vezes, as intuições mais fortes se manifestam na hora de contratar
pessoas. Você entrevista um candidato que preenche todos os requisitos
do cargo. O currículo dele é perfeito: ótimas escolas e experiência. A
entrevista é impressionante: aperto de mão firme, olhos nos olhos,
perguntas inteligentes e assim por diante. Mas algo o incomoda. Talvez
ele tenha mudado muito de emprego — esteve em várias posições em
pouco tempo, sem uma explicação plausível. Sua energia parece meio
frenética. Um ex-chefe falou bem dele, mas suas palavras não lhe
pareceram convincentes. Algo o incomoda. Não contrate o sujeito.
6 – Líderes pressionam sua equipe em busca de ação
Quando você é um especialista, esforça-se para dar todas as respostas
e ser o melhor no que faz. Quando você é um líder, sua tarefa é fazer
todas as perguntas. Você deve se sentir inacreditavelmente confortável
em parecer a pessoa mais burra da sala. Em cada conversa sobre uma
decisão, uma proposta ou alguma informação sobre o mercado, você deve
intervir com perguntas do tipo: “E se?”, “Por que não?” e “Por que é
assim?”
Questionar, contudo, não basta. É preciso garantir que suas perguntas
provoquem debates e levantem temas que exigem ação.
7 – Líderes incentivam a tomada de riscos e o aprendizado
Muitos executivos insistem para que seu pessoal tente novas
experiências e depois metem o pau nos mais ousados quando algo não dá
certo. Se você quer que seu pessoal experimente, dê o exemplo. Aceite
correr riscos. Você não precisa ser moralista ou depressivo a respeito
de seus erros. De fato, quanto mais humorado e espontâneo puder ser,
mais as pessoas captarão a mensagem de que os erros não são fatais.
Pode-se criar uma cultura propícia à tomada de riscos ao admitir
abertamente seus erros e ao explicar o que aprendeu com eles.
Não consigo me lembrar de quantas vezes contei a alguém sobre meu
primeiro grande erro, uma mancada sem tamanho, explodir uma planta
piloto em Pittsfield, Massachusetts, em 1963. Eu estava do outro lado
da rua, na minha sala, quando ocorreu a explosão, provocada por uma
fagulha. O barulho foi enorme e pedaços do telhado e fragmentos de
vidro se espalharam por todos os lados.
Apesar da enormidade do meu erro, o chefe do meu chefe, um ex-
professor do MIT chamado Charlie Reed, não me hostilizou. Em vez
disso, as explicações dele sobre as causas do incidente me ensinaram
não só a melhorar o processo de fabricação mas também, o mais
importante, a lidar com alguém por baixo. Esse não foi o único erro em
minha carreira; cometi muitos outros. Comprei o banco de investimentos
Kidder Peabody — um desastre em matéria de incompatibilidade cultural
– e contratei muita gente inadequada. Essas experiências não foram
nem um pouco animadoras, mas falei sobre elas abertamente para mostrar
que é normal fazer apostas ousadas e perder, desde que delas se
extraia alguma lição.
O fato de ser o chefe não significa que você seja a fonte de todo o
conhecimento. Sempre que eu descobria alguma boa prática em outra
companhia, voltava para a GE e armava o circo. Talvez eu exagerasse o
caso, mas com isso queria que as pessoas soubessem quão entusiasmado
eu estava em relação à nova idéia.
8 – Líderes celebram
Por que será que comemorações deixam os executivos tão nervosos?
Talvez porque festejar não pareça muito profissional ou por imaginarem
que, se tudo ficar muito alegre no escritório, as pessoas deixarão de
levar as coisas a sério. Insisti na importância de comemorar por 20
anos. Mas durante minha última viagem como CEO ao nosso centro de
treinamento, em Crotonville, perguntei aos cento e tantos gerentes
presentes: “Vocês comemoram as vitórias em suas unidades?” Mesmo
sabendo qual seria a resposta que eu esperava, menos da metade disse
que sim. Que perda de oportunidade. As comemorações criam uma
atmosfera de reconhecimento e de energia positiva. Imagine uma final
de campeonato sem que a equipe vencedora festeje a vitória. Ainda
assim, as empresas não raramente realizam grandes proezas e deixam
tudo passar em branco. O trabalho está muito presente na vida de todos
para que não se reconheçam os momentos de realização. Explore-os tanto
quanto possível. Transforme-os em grandes feitos.
Sou freqüentemente questionado se os líderes nascem prontos ou são
produzidos. A resposta, evidentemente, é: ambos. Algumas
características, como Q.I. e energia, parecem vir na embalagem. Por
outro lado, você aprende algumas habilidades de liderança, como
autoconfiança, ainda no colo da mãe e na escola, na faculdade e nos
esportes. E você ainda aprende outras coisas no trabalho — ao tentar
algo novo, errando e aprendendo com o erro, ou acertando e
conquistando confiança para fazer novamente, melhor ainda. Para a
maioria, a liderança acontece um dia, quando você se torna chefe e as
regras passam a ser outras.Antes, seu trabalho era você mesmo. A
partir do momento em que você se torna um líder, são os outros.